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INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS - DICAS E INFORMAÇÕES,CUIDADOS E PREVENÇÃO


INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS

Angela Cristina Lopes

Atualmente, aumentam mundialmente e, em particular no Brasil os números de casos e a gravidade das denominadas "intoxicações e envenenamentos". Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde, em torno de 3% da população urbana, nos países em desenvolvimento, é afetada, anualmente, por estes tipos de acidentes.
A utillização crescente e abusiva de substâncias químicas não acompanhada de precauções e cuidados necessários, vem causando sérios problemas de saúde às pessoas expostas, usuários desses produtos, na zona rural, rodovias, no ambiente doméstico, nas escolas, nos locais de trabalho, configurando um alto risco para a saúde.
Com relação ao registro dos acidentes, podemos dizer que estão subnotificados, uma vez que nem sempre a vítima é levada para atendimento em centros de referência e, portanto, não refletem a amplitude do problema. Diante da seriedade dos acidentes, cabe-nos, enquanto profissionais de saúde, conscientizarmos as pessoas dos riscos e trabalharmos, sobretudo, visando a prevenção.
A Toxicologia é a "ciência dos efeitos adversos de substâncias químicas sobre os organismos vivos"(Godmam & Gilman) ou ainda "a ciência que define os limites de segurança dos agentes químicos, entendendo-se como segurança a probabilidade de uma substância não produzir danos em condições específicas" (Casarett). Paracelsus (1493-1541) já dizia "todas as substâncias são venenos, não há nenhuma que não o seja. A dose correta determina o remédio e o veneno". Doses gradativas de uma droga dada a um indivíduo geralmente provocam magnitude de resposta aumentada à medida que as doses são elevadas.
As intoxicações são causadas pela ingestão, aspiração ou introdução no organismo, acidental ou não, de substâncias tóxicas, como entorpecentes, medicamentos, produtos químicos utilizados em laboratório e limpeza, alimentos deteriorados, venenos, gases tóxicos. Elas podem ser subdivididas de acordo com o tempo de ocorrência: aguda (até 24 horas do acidente), sub-agudas ( os primeiros dias após) e, seguidamente sub-crônicas ( até um mês) e crônicas ,exposição a determinada substância durante longo tempo, resultando em acumulação do composto no corpo (metais, como o chumbo, por exemplo).
Diante de uma intoxicação, O QUE FAZER?
Em primeiro lugar, a preocupação deve ser com a MANUTENÇÃO DAS FUNÇÕES VITAIS, proceder as técnicas do Suporte Básico de Vida, tendo em vista a estabilização do paciente:
  • A desobstrução de vias aéreas, aspiração de secreções, retirada de corpos estranhos, traqueostomia e outras medidas se necessárias.
  • Manutenção da respiração, ventilação e entubação (se necessário)
  • Manutenção da circulação, promovendo a estabilização hemodinâmica, obter acessos venosos, coletando sangue para exames laboratoriais de rotina e específicos.
  • Tratamento sintomático e específico, monitorização, seguimento.
É de fundamental importância a OBTENÇÃO DA HISTÓRIA CLÍNICA, a idade e sexo, o conhecimento da substância causadora da intoxicação (embalagens e vidros vazios próximos, substâncias, medicações no local, atividade profissional, uso de drogas), quantidade, há quanto tempo, via de exposição, avaliação do estado geral (estado neurológico especialmente) condição física e psíquica, primeiras medidas que foram tomadas.
Em seguida, a DESCONTAMINAÇÃO, com o objetivo de diminuir a absorção, aumentar a eliminação. A emese pode ser realizada no local, ser utilizada para remoção de grandes partículas.Está CONTRA-INDICADA na ingestão de produtos corrosivos (ácidos, amoníaco, soda cáustica), quando o paciente estiver comatoso, pelo risco de broncoaspiração de conteúdo gástrico. Também não deve ser estimulada quando da ingestão de estimuladores do sistema nervoso central, podendo precipitar convulsões. Os destilados de petróleo, podem causar pneumonite química se aspirado, podem haver grandes complicações se induzida em crianças menores de 1 ano de idade.
A lavagem gástrica é realizada através da inserção de uma sonda naso-gástrica calibrosa e introdução de solução (soro fisiológico 0,9%) até retorno límpido. Pode-se enviar o conteúdo gástrico para análise.
É largamente utilizado a adsorção química, através do carvão ativado que interrompe a circulação êntero-hepática das drogas e intensifica a velocidade de difusão da substância química do corpo para o trato gastro-intestinal. Pode causar uma redução da motilidade intestinal. Logo após utiliza-se um catártico osmótico (sulfato de sódio, sorbitol) que minimiza a absorção acelerando a passagem do tóxico pelo organismo.
A seqüência do tratamento específico é a administração de ANTÍDOTOS contra o toxicante, cujo efeito oposto, pode agir através da formação de complexos inertes, neutralizando o tóxico, competindo com o tóxico pelo alvo e corrigindo os efeitos tóxicos.

CONSIDERAR SEMPRE, EM RELAÇÃO À SUBSTÂNCIA UTILIZADA:
  • Dose terapêutica e dose tóxica
  • Ligação protéica
  • Pico de ação
  • Via de eliminação e meia-vida
  • Volume de distribuição
  • Nível sérico.
INTOXICAÇÕES POR GASES
Ocorrem com maior freqüência em minas, poços de petróleo, garagens, locais fechados e mal ventilados. Os gases podem formar compostos ligados a hemoglobina, impedindo a oxigenação do sangue (monóxido de carbono, por exemplo). O gás cloro ou gás anidro sulforoso também determinam graves intoxicações.
A conduta básica nestes acidentes é:
  • Retirar o acidentado do local, levando-o para o ar livre, deve-se tomar cuidado para que o socorrista não acabe intoxicado também, utilizando proteção
  • Afrouxar roupas
  • Repouso albsoluto
  • Medidas de manutenção das funções vitais
INTOXICAÇÕES POR ÁCIDOS E ÁLCALIS FORTES
Tais intoxicações são comuns em acidentes com crianças menores de cinco anos e em tentativas de suicídio (hipocloritos, água de lavadeira, soda cáustica, removedores), produzem lesões na boca, língua, esôfago e estômago. O que fazer?
  • Não provoque vômito se ingerido, nunca devem ser passadas sondas nasogástricas pelo risco de perfuração.Pode-se dar um demulcente (protetor de mucosa), como gelatina dissolvida em água ou clara de ovo
  • Se o produto atingiu regiões de mucosa mais sensível, lave cuidadosamente com água corrente
  • Se a criança ou outra pessoa manipulou o produto, deve-se lavar as mãos e dedos para previnir contato com outras regiões (olhos, por exemplo)
  • Requerem ação rápida para evitar as complicações agudas; a endoscopia precoce é de crucial importância para avaliar a extensão da lesão, sendo um método seguro para definição de condutas e prognóstico.

INTOXICAÇÕES POR METAIS
As intoxicações agudas por metais (chumbo, por exemplo) apresentam sintomas gastro-intestinais mais significativos, além de mialgia generalizada, encefalopatia. São geralmentes acidentes de trabalho pela utilizaçãode pigmentos em cerâmicas, tinturas de cabelo (não utizadas mais), compostos adicionados à gasolina, baterias, certos tipos de solda. São encontradas também intoxicações por arsênico, mercúrio e fósforo.
O tratamento consiste na avaliação rigorosa dos sinais e sintomas, hidratação adequada, controle sintomático, avaliação de função hepática e renal, e especificamente, a administração de quelantes (EDTA de sódio ou cálcio, Dimercaprol, Penicilamina). Podem ser realizados exames complementares de dosagem do metal sérico ou urina.

INTOXICAÇÕES POR AGROTÓXICOS
Os agrotóxicos ou defensivos agrícolas são substâncias que vêm sendo cada vez mais utilizadas na agricultura e na saúde pública, podendo ou não oferecer perigo para o homem, dependendo da toxicidade, do grau de contaminação e o tempo de exposição durante sua aplicação. Assim, o principal problema está na sua utilização indiscriminada, sem qualquer preocupação com a segurança.
A questão da segurança não deve se restringir aos que manuseiam os agrotóxicos, aplicando-se também aos operários que os fabricam, às pessoas que os transportam e à população que consomen os produtos nos quais foram utilizados. Tais substâncias além de não apresentarem especificidade para determinada praga (eliminam o nocivo e o útil) poluem o ambiente (persistem no solo por vários anos) e, posteriormente, acumulam-se no homem e em animais.
A contaminação humana por agrotóxicos se dá por via direta (operários das indústrias de síntese, manipuladores e aplicadores) e por via indireta (população exposta). Os principais agentes de intoxicação entre os praguicidas são os inseticidas usados na agricultura, em ambientes domésticos e públicos, classificados em três grandes grupos: os organoclorados, os inibidores da colinesterase (organofosforados e carbamatos) e as piretrinas naturais e sintéticas.
A exposição a organofosforados é um problema que pode atingir boa parte da sociedade, desde os grupos mais expostos (operários, formuladores, aplicadores na agricultura ou no controle de vetores), até a população em geral, pelo uso doméstico destes produtos, pelo uso inadequado, pela proximidade a campos de cultura ou pelo consumo de alimentos contaminados. Logo, precauções devem ser tomadas para previnir não somente quadros de intoxicação aguda, mas também controlar a absorção de repetidas doses por longo tempo Sua principal ação farmacológica é a inibição da enzima acetilcolinesterase com conseqüente acúmulo de acetilcolina nas terminações nervosas. Na intoxicação, os efeitos manifestados inicialmente são muscarínicos: miose, sudorese, aumento das secreções brônquicas, salivação, lacrimejamento, vômitos, náuseas e diarréia, bradicardia e dores abdominais. Em seguida, os nicotínicos, quando diminui a severidade dos anteriores, manifestados por: tremores e cãimbras, hipertensão arterial, fasciculação muscular e flacidez, eventualmente morte por parada repiratória ou edema pulmonar.
Dentre os efeitos a longo prazo na exposição a estes compostos, o de maior ocorrência é o aparecimento de neuropatia periférica tardia, além de cefaléia, fraqueza, alteração de memória e de sono, anorexia, fadiga fácil, tremores, nistagmo.
O tratamento geral consiste na manutenção das funções vitais, seguida pela descontaminação com lavagem gástrica, até 6 a 8 horas após a ocorrência, até retorno límpido, caso haja ingestão, (retirar roupas e lavar as áreas atingidas, se exposição dérmica e respiratória) administrar carvão ativado 1grama por quilo de peso (máximo 50g), além de catártico. Especificamente, é utilizada a atropina que apresenta ação anticolinérgica e antimuscarínica e atua como tratamento sintomático, somente deve ser administrado nos quadros onde os sintomas muscarínicos são bem evidentes. Os exames laboratoriais complementares são a dosagem de atividade das colinesterases e a cromatografia em camada delgada (CCD), muito utilizado em toxicologia por ser um método físico-químicode separação de compostos e identificação através de comparação com padrões. A amostra pode ser conteúdo gástrico ou 1 ml de sangue com anticoagulante, o objetivo é confirmar a presença do agente tóxico.
Os piretróides quando ingeridos causam irritação e dor epigástrica, náuseas, vômitos, sonolência, fadiga, fraqueza, parestesia, visão turva, sudorese, dor torácica, pneumonites, fasciculações musculares, convulsões. Quando inalados ocasionam coriza, congestão nasal, irritação da orofaringe, reações de hipersensibilidade e no contato com a pele, queimação, prurido, hipersensibilidade e efeitos sistêmicos.O tratamento engloba as medidas de ordem geral: manutenção das funções vitais, medidas de descontaminação, se ingestão, proceder a lavagem gástrica, carvão ativado e catárticos; se derramamento nos olhos, deve ser realizada lavagem ocular cuidadosamente, se contato dérmico: lavagem corporal.

INTOXICAÇÕES POR PLANTAS
A intoxicação aguda por plantas, embora de incidência universal, sua distribuição e intensidade assumem aspectos regionais, quase sempre por ingestão acidental de uma planta ou de alguma de suas partes que é tóxica. Muitas vezes, a criança ingere ou manuseia uma planta tóxica levada por sua natural curiosidade e pelas suas características psicológicas de explorar o ambiente, também pelo desconhecimento do perigo de certas espécies.
Podem haver, ainda, a utilização de plantas venenosas para a alimentação, como por exemplo a mandioca-brava (cujo princípio tóxico é mais concentrado nas folhas e raiz). Tal ingestão determina um quadro de intoxicação cianídrica, com elevada mortalidade. O tratamento exige atendimento rápido em centros de referência, consiste em administração de nitritos, visando a formação de metemoglobina, que combina-se com o cianeto formando cianometemoglobina, praticamente atóxica. Administra-se a seguir hipossulfito de Sódio 25% que reagem com os radicais ciaídricos formando tiocianatos (Kit Cianeto).
Plantas ornamentais como "comigo ninguém pode", que são comumente causadoras de acidentes, causam grande irritação de mucosas, pela presença de ráfides de oxalato de cálcio: edema de lábios, dor em queimação, sialorréia, disfagia, afonia, cólicas abdominais, náuseas e vômitos. O tratamento é sintomático, podendo ser administrado um protetor de mucosa, como gelatina dissolvida ou clara de ovo.
A sugestão é previnir acidentes, tomando cuidados no manuseio de plantas, bem como alertar as pessoas para a utilização criteriosa, visto que as propriedades de alguns vegetais sofrem a influência de grande número de fatores e que morfologicamente é muito difícil distinguir a variedade tóxica da atóxica e que em certas, condições, esta pode apresentar as propriedades daquela e vice-versa. De maneira geral, as plantas podem produzir distúrbios digestivos, cutâneo-mucosos, alergias respiratórias e ser utilizadas como alucinógenos.É importante ressaltar alguns pontos para evitar acidentes;
  • Conhecer as plantas perigosas da região, da casa e do quintal, pelo aspecto e nome
  • Não comer plantas selvagens, inclusive cogumelos, a não ser que sejam bem identificados
  • Conservar plantas, sementes, frutos e bulbos longe do alcance de crianças pequenas
  • Ensinar as crianças, o mais cedo possível, a não pôr na boca plantas ou suas partes, alertando-as sobre os perigos em potencial das plantas tóxicas
  • Não permitir nas crianças o hábito de chupar ou mascar folhas, sementes, ou qualquer parte de plantas
  • Identificar a planta antes de comer seus frutos, não baseando-se na observação de aves ou insetos que a consomem, para saber se ela é tóxica
  • Nem sempre o aquecimento ou cozimento destroem a substância tóxica
  • Não fazer nem tomar remédios caseiros com plantas indiscriminadamente

A autora é bolsista de Iniciação Científica do Programa PIBIC/CNPq/PRP - UNICAMP
Orientadora: Profa. Dra. Maria Helena Baena de Moraes Lopes


Fonte:http://www.hospvirt.org.br/enfermagem/port/enfintox.htm

Intoxicações e Envenenamentos

Devemos fazer tudo para que nossa casa seja um lugar seguro. Para tanto devemos observar importantes itens de segurança.
Nas residências são utilizados vários produtos químicos, tornando-se necessário o conhecimento dos efeitos dos mesmos para que se evitar danos à saúde. Numerosas substâncias químicas são potencialmente tóxicas para adultos, crianças e animais domésticos.
Curiosidade é um estágio natural do desenvolvimento da criança, por isso devemos prevenir contra os risco de envenenamento e intoxicação não acidental.
Quando expostas ao veneno, as crianças sofrem conseqüências mais sérias, pois elas são menores, têm metabolismo rápido e seus organismos são menos capazes de lidar com toxinas químicas.
Procure conhecer as substâncias químicas que você adquire e armazena em sua casa.
Intoxicações ou envenenamentos e até mesmo incêndios podem ocorrer por negligência ou ignorância no manuseio de substâncias químicas tóxicas.
Intoxicação é a introdução de uma substância tóxica no organismo. As intoxicações podem ocorrer por medicamentos e por substâncias químicas. Existem vários tipos de intoxicação, mas os acidentes em geral ocorrem com a ingestão de excesso de medicamentos ou por substâncias químicas.
Fatores importantes do processo de intoxicação:
  • tempo de exposição - quanto maior for o tempo em que a pessoa ficou exposta aos produtos químicos, maiores serão as possibilidades deste produto causar danos à sua saúde.
  • concentração do agente - quanto maior for a concentração do agente químico, maior será a chance de poder causar um efeito danoso à saúde.
  • toxicidade - algumas substâncias são mais tóxicas que outras, se comparadas a uma mesma concentração.
  • natureza da substância química – se é um gás, um líquido, vapor, etc. Isto tem relação com a forma de entrada deste tóxico no organismo, que veremos mais abaixo.
  • susceptibilidade individual - algumas pessoas são mais sensíveis do que outras a determinados agentes químicos.
A absorção das substâncias químicas pelo organismo humano se dá por diferentes formas:
  • Por inalação – podemos absorver uma substância química nociva pela respiração, quando estamos em um local contaminado.
  • Pela pele - certas substâncias podem penetrar no organismo através da pele, mesmo que o contato seja breve, mesmo sem escoriações ou ferimentos.
  • Por ingestão – podemos ingerir substâncias químicas nocivas acidentalmente quando nos alimentamos em locais contaminados ou através das mãos, por hábitos inadequados de higiene.
Quais são os efeitos destas substâncias ao nosso organismo?
  • Podemos ter desde uma simples irritação até mesmo intoxicações que podem levar à morte.
  • Irritação dos olhos, nariz, garganta, pulmões ou pele, geralmente causada por produtos que se apresentam na forma de gases ou vapores, como os vapores de ácidos, amoníacos, solventes (removedores), cimento, poeiras, etc.
  • Asfixia. Podemos exemplificar algumas substâncias químicas que são asfixiantes: monóxido de carbono, dióxido de carbono, acetileno, metano, etc.
  • Anestesia - provocada por determinados gases ou vapores que após inalados, causam sonolência ou tonturas. Exemplos: éter etílico, acetona, clorofórmio, etc.
Intoxicações que podem ser agudas ou crônicas. O benzeno, por exemplo, pode causar aplasia de medula e leucemia.

Como suspeitar de intoxicação e/ou envenenamento

A primeira conduta a ser tomada é a verificação se realmente houve a intoxicação ou o envenenamento. Uma pessoa, que tenha simplesmente deglutido alguma substância, não estará necessariamente intoxicada. Algumas substâncias são inócuas e não requerem tratamento. Entretanto, podemos suspeitar de envenenamento ou intoxicação em qualquer pessoa que manifeste os sinais e sintomas descritos abaixo.
  • Sinais evidentes, na boca ou na pele, de que a vítima tenha mastigado, engolido, aspirado ou estado em contato com substâncias tóxicas, como por exemplo: salivação, aumento ou diminuição das pupilas dos olhos, sudorese excessiva, respiração alterada e inconsciência.
  • Hálito com odor estranho.
  • Modificação na coloração dos lábios e interior da boca, dependendo do agente causal.
  • Dor, sensação de queimação na boca, garganta ou estomago.
  • Sonolência, confusão mental, torpor ou outras alterações de consciência.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarréia.
  • Lesões cutâneas, queimaduras intensas com limites bem definidos ou bolhas.
  • Convulsões.
  • Queda de temperatura, que se mantém abaixo do normal.
  • Paralisia
  • Os conhecimentos básicos de primeiros socorros são fundamentais, pois podem salvar uma vida. Procure ler o Manual de Primeiros Socorros da Fundação Oswaldo Cruz.
Em todos os casos de envenenamentos e intoxicações, é importante investigar da área onde a pessoa foi encontrada, na tentativa de identificar com a maior precisão possível o agente causador do envenenamento, ou encontrar pistas que ajudem nesta identificação. Muitos indícios são úteis nesta dedução: frascos de remédios, produtos químicos, materiais de limpeza, bebidas, seringas de injeção, latas de alimentos, caixas e outros recipientes.
Muitas pessoas supõem que exista um antídoto para a maioria ou a totalidade dos agentes tóxicos. Infelizmente isto não é verdade. Existem apenas alguns produtos específicos para certos casos e que, mesmo assim, necessitam de orientação médica para serem usados.

Recomendações básicas:

Pouco sabemos a respeito de muitas das substâncias químicas que são utilizadas em qualquer lar, e por esta razão na maioria das vezes são tratadas e manuseadas como substâncias inofensivas. Vejamos alguns exemplos:
  • Os detergentes que prometem lavar mais branco, possuem em sua composição soda caustica, fosfatos e cloro.
  • Os desinfectantes possuem ácido clorídrico e amônia.
  • No bar temos vinho, wisky e aguardente, que possuem na sua composição o álcool etílico.
  • O álcool que utilizamos na limpeza doméstica é álcool etílico.
  • Os refrigerantes possuem na sua composição ácido fosfórico
  • Os desodorizantes possuem tetracloroidróxido de alumínio e estearato.
  • O agradável pinho silvestre, por exemplo, pode conter amônia e compostos benzênicos.
  • Os inseticidas "spray" possue esteres ácidos (permetrina e piridina).
  • Nos perfumes e loções, que possuem um agradável aroma, poderão ser encontrados, derivados cianídricos; derivados benzênicos e tolueno.
Como você pode ver observar é uma infinidade de substâncias químicas que nem temos noção que aqueles produtos que consideramos “tão inofensivos” possam conter.
Porém, existem algumas recomendações que são interessantes de serem observados por todos nós, na rotina da nossa residência:
  • Fumaça e gases provenientes da queima de borracha, plástico, cloro, solventes, detergentes, papel, etc. contém substâncias tóxicas, portanto, devemos eliminar a fonte da fumaça e ventilar o ambiente.
  • Não guardar produtos como soda cáustica, querosene, detergentes, álcool, água sanitária, removedores, amoníaco e desinfectantes em geral embaixo da pia, tanque ou na parte baixa de armários de banheiroscozinhas e áreas de serviços, pois são locais de fácil acesso para crianças.
  • O uso de qualquer medicamento deve ser feito com orientação médica. Guardar fora do alcance de crianças. Os psicotrópicos (tranqüilizantes, hipnóticos, etc) devem ser mantidos em locais trancados.
  • Não ligar o automóvel em garagem fechada.
  • Evitar a permanência de pessoas perto da descarga de veículo.
  • Não comprar enlatados cujas embalagens estejam velhas, estufadas ou enferrujadas.

Plantas tóxicas

Se você tem plantas tóxicas em casa do tipo: “comigo ninguém pode”, mamona, pinhão paraguaio, ou aquelas cuja seiva queima ou espinhosas tipo: coroa de cristo, seria bom, mantê-las em locais inacessíveis a crianças.
É importante você ensinar as crianças a identificar as plantas venenosas, caso não tenha plantas tóxicas em casa.

Animais e insetos

Existe uma série de animais e insetos que devem ser conhecidos por nós, pois podem picar ou morder e causar infecções. Se você possui sítio ou casa de praia, cuidado com tábuas ou materiais empilhados que eles podem estar escondendo escorpiões ou aranhas, e se você ou seu filho gosta de andar pelo mato, usem botas para prevenir picadas de cobra.
Ao detectar uma colméia de abelhas ou um vespeiro, evite que seus filhos fiquem por perto, abelhas e vespas enfurecidas podem matar uma pessoa.
Informe-se de como você deve se proteger sem agredir a natureza.

Pilhas

Cuidado com as pilhas e crianças pequenas que levam a boca tudo eu encontram. Se você notar que seu filho engoliu uma pilha cilíndrica ou do tipo botão, usada em máquinas calculadoras e relógios, leve-o imediatamente ao médico. A ação digestiva fará com que os elementos químicos tóxicos da pilha tais como: mercúrio, manganês, prata e outros, sejam liberados, ocasionando sérios problemas de esôfago, estômago e intestino.

Como proteger uma criança de um envenenamento/intoxicação:

  • Guarde todos os produtos de higiene e limpeza e medicamentos trancados, fora da vista e do alcance de crianças;
  • Mantenha os produtos em suas embalagens originais. Nunca coloque um produto tóxico em outra embalagem para que não seja confundido com algo sem perigo;
  • Saiba quais produtos domésticos são tóxicos. Produtos comuns como enxaguantes bucais podem ser nocivos para crianças;
  • Dê preferência a embalagens de segurança. Tampas de segurança não garantem que a criança não abra a embalagem, mas podem dificultar bastante, a tempo que alguém intervenha;
  • Nunca deixe produtos venenosos, sem atenção enquanto os usa;
  • Não crie novas soluções de limpeza misturando diferentes produtos designados para outro fim;
  • Sempre leia os rótulos e bulas, siga corretamente as instruções para dar remédios às crianças, baseado no peso e idade, e use apenas o medidor que acompanha as embalagens de medicamentos infantis;
  • Nunca se refira a um medicamento como doce. Isto pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer. Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomar medicamentos na frente delas;
  • Quando adquirir um brinquedo para a criança, certifique-se que ele é atóxico, ou seja, não contém componentes tóxicos;
  • Jogue fora medicamentos com data de validade vencida e outros venenos potenciais. Procure em sua garagem, banheiro ou outras áreas de armazenamento por produtos de limpeza ou de trabalho que você não utiliza;
  • Instale detectores de fumaça em sua casa. É estimado que estes detectores, projetados para soar um alarme antes que o nível de monóxido de carbono (fumaça) acumulado seja perigoso, podem prevenir metade das mortes por envenenamento por monóxido de carbono. Se o alarme soar, deixe a casa imediatamente e ligue para o departamento de Bombeiros ou serviço de emergência médica;
  • Mantenha telefones de emergência próximos aos aparelhos de telefone de sua casa. Peça para os avós, parentes e amigos fazerem o mesmo.
Fonte:http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/virtual%20tour/hipertextos/up2/intoxicacoes_envenenamentos.htm

Metais tóxicos e suas conseqüências para a saúde humana, artigo de Frederico Lobo

Publicado em agosto 1, 2011 por 
[EcoDebate] Médicos que atuam na prática ortomolecular são sinônimo de: “Buscadores de metais tóxicos”. Talvez porque uma das nossas habilidades seja justamente essa: a de pesquisar metais tóxicos através do exame do cabelo (mineralograma capilar, para ler mais sobre o exame clique aqui). Mas afinal, o que são esses metais? Por que são tóxicos? Quais os principais metais tóxicos e suas conseqüências para a saúde humana?
Bem, talvez os metais sejam os agentes tóxicos mais estudados e conhecidos pelo homem. Acompanham o homem desde tempos remotos, não podem ser sintetizados (estão dispostos na natureza) e nem destruídos pelo homem. Com o advento da revolução industrial muitos deles começaram a ser mobilizados de suas fontes naturais e assim deslocados por todo globo. Ou seja, estão amplamente distribuídos na Terra (solo, água, ar, tintas, desodorantes, alimentos, fármacos, agrotóxicos).
Sendo assim, a chance de contaminação é grande. Nos últimos 50 anos a exposição humana aos metais tóxicos cresceu vertiginosamente. A indústria petroquímica em especial trouxe vários benefícios (e também malefícios) para a humanidade. Um desses malefícios é o aumento da exposição dos metais tóxicos à saúde humana.
Sabe-se que inúmeras são as vias metabólicas acometidas diante de uma contaminação, mas por terem uma característica de se acumularem, atrapalham principalmente as reações enzimáticas. Isso gera uma sintomatologia ampla e que muitas vezes passa despercebida pelos demais médicos.
Os sistemas mais sensíveis à contaminação são: sistema nervoso (central e periférico), sistema gastrintestinal, cardiovascular, sistema renal e sistema hematopoiético.
Antigamente acreditavam que apenas grandes doses dos metais tóxicos poderiam causar sintomatologia. Hoje a ciência mostra que doses mínimas de certos metais tóxicos já podem ter efeitos deletérios. Mas cada indivíduo responde de forma individual à contaminação. As conseqüências dependem do estado nutricional do paciente, do metabolismo e da capacidade de detoxificação. A retirada dependerá do metal em excesso, podendo ser utilizada a quelação Via oral (que age de forma lenta) ou endovenosa.
Os principais metais tóxicos encontrados nos mineralogramas são:
  • Arsênico,
  • Chumbo,
  • Cádmio,
  • Mercúrio,
  • Alumínio.
Alguns outros minerais são essenciais para a saúde humana porém podem agir como contaminantes ambientais:
  • Zinco,
  • Ferro,
  • Cobre,
  • Cobalto,
  • Manganês

Nos próximos parágrafos você saberá quais são alguns dos principais sintomas de intoxicação (aguda e/ou crônica) por metais tóxicos. Sempre que houver suspeita de intoxicação por metal tóxico, procure um médico que atue na prática ortomolecular. Provavelmente ele solicitará um mineralograma (exame que vê quase todos os minerais presentes no seu organismo, com base numa amostra de cabelo) e instituíra o tratamento correto.
ARSÊNICO (As)
O que é e onde encontrar:
  • O arsênico é um metal de ocorrência natural, sólido, cristalino, de cor cinza-prateada. Exposto ao ar, perde o brilho e torna-se um sólido amorfo de cor preta.
  • Esse metal é utilizado como agente de fusão para metais pesados, em processos de soldagens e na produção de cristais de silício e germânio;
  • Produtos industriais: metais, tintas, corantes, cosméticos;
  • Solo contaminado;
  • Ar atmosférico com poluição industrial;
  • Águas de fontes contaminadas;
  • Vidros;
  • Pinturas;
  • Papel de parede;
  • Produtos farmacêuticos;
  • Peixes e crustáceos (na forma de arsenobetaína, que é uma forma atóxica);
  • Algas marinhas e mariscos;
  • Carnes de aves alimentadas por peixes,
  • Cereais e arroz plantados em solo contaminado ou regados com água contaminada;
  • Atividades vulcânicas;
  • Cogumelos produzidos em solo contaminado;
  • Fundição;
  • Queima de carvão;
  • Cigarro
  • O arsênico é usado na fabricação de munição, ligas e placas de chumbo de baterias elétricas.
  • Na forma de arsenito é usado como herbicida e como arsenato, é usado nos inseticidas.
Efeitos no organismo humano:
  • No homem produz efeitos nos sistemas respiratório, cardiovascular, nervoso e hematopoiético.
  • No sistema respiratório ocorre irritação com danos nas mucosas nasais, laringe e brônquios. Exposições prolongadas podem provocar perfuração do septo nasal e rouquidão característica e, a longo prazo, insuficiência pulmonar, traqueobronquite e tosse crônica.
  • No sistema cardiovascular são observadas lesões vasculares periféricas e alterações no eletrocardiograma.
  • No sistema nervoso, as alterações observadas são sensoriais e polineuropatias, e no sistema hematopoiético observa-se leucopenia, efeitos cutâneos e hepáticos.
  • Tem sido observada também a relação carcinogênica do arsênico com o câncer de pele e brônquios.
Quando suspeitar:
  • Astenias (fraquezas) inexplicáveis
  • Nos distúrbios digestivos: diarréias, vômitos, náuseas, dor em queimação na boca e na garganta, dores abdominais;
  • Nas dermatites;
  • Hipotensão;
  • Queda de cabelo ou quando o cabelo está seco, quebradiço e áspero;
  • Anemias idiopática associada a déficit do sistema imunológico;
  • Retardo do crescimento;
  • Nas dores musculares;
  • Neuropatia periférica;
  • Insuficiência renal e/ou hepática sem causa detectável;
  • Câncer de pele e/ou pulmão.
CHUMBO (Pb)
O que é e onde encontrar:
  • Há mais de 4.000 anos o chumbo é utilizado sob várias formas, principalmente por ser uma fonte de prata. Antigamente, as minas de prata eram de galena (minério de chumbo), um metal dúctil, maleável, de cor prateada ou cinza-azulada, resistente à corrosão. Compostos de chumbo são absorvidos por via respiratória e cutânea. Os chumbos tetraetila e tetrametila também são absorvidos através da pele intacta, por serem lipossolúveis;
  • Os principais usos estão relacionados às indústrias extrativa, petrolífera, de baterias, tintas e corantes, cerâmica, cabos, tubulações e munições;
  • O chumbo pode ser incorporado ao cristal na fabricação de copos, jarras e outros utensílios, favorecendo o seu brilho e durabilidade;
  • Também pode ser incorporado aos alimentos durante o processo de industrialização ou no preparo doméstico;
  • Tintas com base de chumbo e tinturas de cabelo;
  • Bateriais;
  • Cristais;
  • Vidros;
  • Tabaco;
  • Agrotóxicos;
  • Cremes dentais;
  • Latas de alimentos seladas com solda de chumbo;
  • Panelas elétricas;
  • Poluição do ar atmosférico por chumbo industrial e por fumaça de automóveis;
  • Inalação de gasolina;
  • Produtos de vinil e porcelana;
  • Água proveniente de canos de chumbo, de cobre ou com soldas de chumbo.
Efeitos no organismo humano:
  • O sistema nervoso, a medula óssea e os rins são considerados órgãos críticos para o chumbo, que interfere nos processos genéticos ou cromossômicos e produz alterações na estabilidade da cromatina em cobaias, inibindo reparo de DNA e agindo como promotor do câncer. Por isso está ligado ao câncer de pele e/ou pulmão.
  • Seus efeitos no Sistema nervoso central (SNC) dependerá do tempo de exposição, da quantidade absorvida.
  • As principais síndromes ligadas ao chumbo são:
  • Síndrome encéfalo-polineurítica (alterações sensoriais, perceptuais, e psicomotoras),
  • Síndrome astênica (fadiga, dor de cabeça, insônia, distúrbios durante o sono e dores musculares),
  • Síndrome hematológica (anemia hipocrômica moderada e aumento de pontuações basófilas nos eritrócitos),
  • Síndrome renal (nefropatia não específica, proteinúria, aminoacidúria, uricacidúria, diminuição da depuração da uréia e do ácido úrico),
  • Síndrome do trato gastrointestinal (cólicas, anorexia, desconforto gástrico, constipação ou diarréia),
  • Síndrome cardiovascular (miocardite crônica, alterações no eletrocardiograma, hipotonia ou hipertonia, palidez facial ou retinal, arteriosclerose precoce com alterações cerebrovasculares e hipertensão),
  • Síndrome hepática (interferência de biotransformação).
Quando suspeitar:
  • Crianças e adultos com déficit de aprendizagem: déficit de atenção;
  • Crianças e adultos com desvio de comportamento: hiperatividade;
  • Crianças e adultos com redução do QI;
  • Crianças com retardado do desenvolvimento neuro-psico-motor;
  • Nas alterações cerebrais em adultos como: as perturbações mentais e redução da capacidade de concentração;
  • Nas cólicas gastrintestinais severas;
  • Nas gengivas com coloração azulada e/ou com sangramentos;
  • Fraqueza muscular idiopática e astenia intensa.
  • Paralisia das extremidades;
  • Redução da resposta do sistema imunológico; Osteoporose por preencher o espaço do cálcio no osso;
  • Impotência sexual ou infertilidade;
  • Presença de sabor metálico na boca;
  • Na artrite;
  • Alterações do sono tipo insônia
CÁDMIO (Cd)
O que é e onde encontrar:
  • O cádmio é encontrado na natureza quase sempre junto com o zinco, em proporções que variam de 1:100 a 1:1000, na maioria dos minérios e solos;
  • É um metal que pode ser dissolvido por soluções ácidas e pelo nitrato de amônio;
  • Quando queimado ou aquecido, produz o óxido de cádmio, pó branco e amorfo ou na forma de cristais de cor vermelha ou marrom;
  • É obtido como subproduto da refinação do zinco e de outros minérios, como chumbo-zinco e cobre-chumbo-zinco;
  • O cádmio existente na atmosfera é precipitado e depositado no solo agrícola;
  • Resíduos da fabricação de cimento, da queima de combustíveis fósseis e lixo urbano e de sedimentos de esgotos;
  • Na agricultura, uma fonte direta de contaminação pelo cádmio é a utilização de fertilizantes fosfatados. Sabe-se que a captação de cádmio pelas plantas é maior quanto menor o pH do solo (solo do cerrado). Portanto as chuvas ácidas são um fator determinante no aumento da concentração do Cádmio nos produtos agrícolas;
  • A água potável possui baixos teores de cádmio (cerca de 1 mg/L), o que é representativo para cada localidade;
  • A galvanoplastia (processo eletrolítico que consiste em recobrir um metal com outro) é um dos processos industriais que mais utiliza o cádmio (entre 45 a 60% da quantidade produzida por ano);
  • No cigarro e na fumaça do cigarro;
  • Na indústria, o cádmio está presente no revestimento de metais, na fabricação de plásticos, nas tintas pra pintar plásticos;
  • Esmaltes
  • Tinturas têxteis;
  • Baterias de Níquel-cádmio;
  • Ar atmosférico com poluição industrial;
  • Água armazenada em caixa galvanizada;
  • Alimentos cultivados em solo contaminado e/ou irrigados com água contaminada.
  • Varetas de reatores;
  • Fabricação de tubos para TV.
Efeitos no organismo humano:
  • O cádmio é um elemento de vida biológica longa (10 a 30 anos) e de lenta excreção pelo organismo humano;
  • O órgão alvo primário nas exposições ao cádmio a longo prazo é o rim;
  • A principal forma de contaminação é por inalação;
  • Os efeitos tóxicos provocados por ele compreendem principalmente distúrbios gastrointestinais, hepáticos (fígado), diminuição da absorção de cálcio, aumento da excreção do cálcio e depleção de zinco;
  • A inalação de doses elevadas produz intoxicação aguda, caracterizada por pneumonite e edema pulmonar.
Quando suspeitar:
  • Dores articulares;
  • Na alteração ou insuficiência renal com perda de proteínas (proteinúria);
  • Alterações hepáticas;
  • Na alteração da densitometria óssea, como a osteoporose e a osteomalácia por deficiência na absorção ou fixação do cálcio biodisponível nos alimentos;
  • Nas alterações do trato gastrintestinal , como a diarréia e o vômito;
  • Hipertensão arterial;
  • Queda de cabelos;
  • Pele escamosa;
  • Perda do apetite;
  • Anemias ferroprivas (por deficiência de ferro) que não respondem à suplementação do Ferro (pois o Cádmio diminui a absorção do Ferro);
  • Nos fumantes ativos e/ou passivos;
  • No retardo do crescimento e na alteração da fertilidade;
ALUMÍNIO (Al)
O que é e onde encontrar:
  • Embora na literatura não conste propriamente como um metal pesado, o Al vem sendo considerado um metal tóxico a partir de pesquisas que demonstraram sua importância na doença de Alzheimer;
  • Consiste no metal mais abundante na litosfera, mas seus níveis são baixos nas águas, vegetais e animais.
  • A carga de Al do organismo (cerca de 1g) não aumenta com a idade;
  • O metal está presente nos tecidos do feto;
  • Entra no organismo via trato gastrintestinal e pulmões (suspensões no ar). Sendo que sua absorção via trato digestivo é baixa, mas interfere na absorção de Ferro, fosfatos, cálcio, magnésio;
  • Não se conhece benefícios ou função orgânica do Al;
  • As principais fontes são:
  • Água;
  • Chuva ácida;
  • Panelas e utensílios de cozinha;
  • Cigarro;
  • Medicação antiácida;
  • Caixas de leite e sucos;
  • “Quentinhas”;
  • Desodorantes, Antiperspirantes;
  • Próteses dentárias;
  • Queijo parmesão e fundido;
  • Farinha refinada;

Efeitos no organismo humano:
  • As alterações de Al tem sido correlacionadas principalmente a alterações neurológicas. Pesquisas com crianças disléxicas mostram um aumento do índice de Al se comparado com o dos grupos controle;
  • Como já citei acima, tem sido encontrado um alto índice de Al em portadores de Alzheimer.
  • Provoca seborréia com queda de cabelos;
  • Envelhecimento precoce;
  • Irritabilidade;
  • Desloca o Cálcio e Magnésio dos ossos, o que leva a osteoporose;

Quando suspeitar:
  • Crianças com dislexias, nas hiperativas ou com déficit de atenção;
  • Na osteopenia e osteoporose;
  • Ma doença de Alzheimer ou neurodegeneração;
  • Nas alterações gastrintestinais e cólicas abdominais;
  • No raquitismo;
  • Na redução do metabolismo do cálcio;
  • Na dor óssea;
  • Irritabilidade acentuada;
  • Crises convulsivas;
  • Redução da capacidade mental;
  • Redução das funções hepáticas e renais;
  • Na anemia microcítica e hipocrômica mas sem deficiência de Ferro;
  • Esquecimentos;
  • Fraqueza muscular;
  • Intenso estresse oxidativo;
  • Hiperpermeabilidade intestinal e disbiose.

MERCÚRIO (Hg)

O que é e onde encontrar:
  • Mercúrio é um metal líquido à temperatura ambiente, conhecido desde os tempos da Grécia Antiga;
  • Seu nome homenageia o deus romano Mercúrio, que era o mensageiro dos deuses. Essa homenagem é devida à fluidez do metal;
  • A progressiva utilização do mercúrio para fins industriais e o emprego de compostos mercuriais durante décadas na agricultura resultaram no aumento significativo da contaminação ambiental, especialmente da água (garimpo) e dos alimentos;
  • Uma das razões que contribuem para o agravamento dessa contaminação é a característica singular do Ciclo do Mercúrio no meio ambiente. A biotransformação por bactérias do mercúrio inorgânico a metilmercúrio é o processo responsável pelos elevados níveis do metal no ambiente;
  • O Hg é um líquido inodoro e de coloração prateada. Os compostos mercúricos apresentam uma ampla variedade de cores;
  • Nos processos de extração, o Hg é liberado no ambiente principalmente a partir do sulfeto de mercúrio;
  • O trato respiratório é a via mais importante de introdução do Hg;
  • Demonstra afinidade por tecidos como células da pele, cabelo, glândulas sudoríparas, glândulas salivares, tireóide, trato gastrointestinal, fígado, pulmões, pâncreas, rins, testículos, próstata e cérebro;
  • A exposição a elevadas concentrações desse metal pode provocar febre, calafrios, dispnéia e cefaléia, durante algumas horas. Sintomas adicionais envolvem diarréia, cãibras abdominais e diminuição da visão. Casos severos progridem para edema pulmonar, dispnéia e cianose. As complicações incluem enfisema, pneumomediastino e morte; raramente ocorre falência renal aguda;
  • Pode ser destacado também o envolvimento da cavidade oral (gengivite, salivação e estomatite), tremor e alterações psicológicas. A síndrome é caracterizada pelo eretismo (insônia, perda de apetite, perda da memória, timidez excessiva, instabilidade emocional). Além desses sintomas, pode ocorrer disfunção renal.
  • O mercúrio e seus compostos são encontrados:
  • Produção de cloro e soda caústica (eletrólise);
  • Equipamentos elétricos e eletrônicos (baterias, retificadores, relés, interruptores etc);
  • Aparelhos de controle (termômetros, barômetros, esfingnomanômtros);
  • Tintas (pigmentos);
  • Amálgamas dentárias;
  • Fungicidas (preservação de madeira, papel, plásticos etc);
  • Lâmpadas de mercúrio;
  • Laboratórios químicos, preparações farmacêuticas;
  • Ar atmosférico poluído, resultante de atividade industriais e vulcânicas;
  • Combustão de combustíveis fósseis;
  • Peixes marinhos ou de água doce (de águas poluídas);
  • Solventes;
  • Plásticos;
  • Óleos lubrificantes, catalisadores;
  • Na extração de ouro;
Efeitos no organismo humano:
  • Interfere na síntese de Proteínas;
  • Sua forte afinidade pelos radicais sulfidrilas, amina, fosforil, carboxil provoca a inibição da síntese de proteínas, especialmente nos rins, a inativação de uma série de enzimas e lesão da membrana celular;
  • Seus principais efeitos deletérios decorrentes da deposição estão relacionados a sua poderosa ação nociva ao Sistema Nervoso Central.;
  • Provoca diminuição da síntese de proteínas no cérebro e aumento na liberação de diversos neurotransmissores, especialmente Dopamina, Ácido glutâmico e Gaba;
  • Existem fortes indícios em relação ao seu papel na etiologia da Esclerose múltipla (Desmielinização);
  • Além disso pode interferir nas funções no Selênio;
  • Agir como imunossupressor;
  • Formas inorgânicas podem provocar reações auto-imunes no rim;
  • O quadro clínico varia conforme a forma intoxicante:
  • Vapores de mercúrio elementar:
  • Mercúrio inorgânico;
  • Mercúrio Orgânico
Quando suspeitar:
  • Alterações comportamentais;
  • Alterações neurológicas;
  • Tremores;
  • Irritabilidade;
  • Na depressão associada com salivação, estomatite e diarréias;
  • Na perda da visão e na perda da audição;
  • Incoordenação motora progressiva;
  • Parestesias ao redor dos lábios, da boca e nas extremidades;
  • Ataxia ou andar cambaleante;
  • Nas dermatites;
  • Perda de peso;
  • Queda de cabelo;
  • Inapetência;
  • Alterações no trato gastrintestinal;
  • Perda de memória;
  • No déficit de atenção

NÍQUEL (Ni)

O que é e onde encontrar:
  • Níquel é um elemento químico de símbolo Ni, considerado um metal de transição;
  • Tem coloração branco-prateada, condutor de eletricidade e calor, dúctil e maleável porém não pode ser laminado, polido ou forjado facilmente, apresentando certo caráter ferromagnético;
  • É encontrado em diversos minerais, em meteoritos (formando liga metálica com o ferro );
  • O Ni presente no solo, passa para as plantas e para os animais e dessa forma pode ser consumido pelo homem;
  • Pode ser adicionado aos alimentos por meios de seus processamentos.
  • As principais fontes de contaminação são:
  • Fumaça de cigarros;
  • Combustão de moedas;
  • O trabalho de niquelagem;
  • Velas dos automóveis;
  • As resistências e as bateriais;
  • Ligas de tubulação em equipamentos odontológicos;
  • Jóias e bijoterias;
  • Gorduras e óleos hidrogenados (margarinas);
  • Liga do aço inox em panelas (portanto evite o cozimento de alimentos ácidos ou cítricos em panelas de inox);
Efeitos no organismo humano:
  • Alguns estudos correlacionam altos níveis de Ní com índices aumentados das imunoglobulinas IgG, IgA e IgM, e índices baixos de IgE;
  • As mulheres são mais predispostas à intoxicação;
  • Alguns dos efeitos são as dermatoses, dermatites de contato;
  • Alergias (eczemas, rinite, sinusite, conjuntivite);
  • Alguns trabalhos correlacionam o Ni com alterações tireoideanas e adrenais;
  • O gás Níquel carbamil está relacionado com o câncer dos seios paranasais e do pulmão, dermatites e epilepsia;
  • Os casos de intoxicação aguda produzem sintomas como: náuseas, vômitos, palpitação, fraqueza, vertigens, dor de cabeça;
Quando suspeitar:
  • Nas dermatites de contato e eritematosas;
  • Na hemorragia pulmonar;
  • No infarto agudo do miocárdio;
  • Nos cânceres do trato respiratório;
  • Na inalação de níquel carbonil;
  • Em todas as alergias

MANGANÊS (Mn)

O que é e onde encontrar:
  • O manganês é um metal cinza semelhante ao ferro, porém mais duro e quebradiço.
  • Os óxidos, carbonatos e silicatos de manganês são os mais abundantes na natureza e caracterizam-se por serem insolúveis na água.
  • O composto ciclopentadienila-tricarbonila de manganês é bem solúvel na gasolina, óleo e álcool etílico, sendo geralmente utilizado como agente anti-detonante em substituição ao chumbo tetraetila.
  • Utilizado em:
  • Fabricação de fósforos de segurança,
  • Pilhas secas,
  • Ligas não-ferrosas (com cobre e níquel),
  • Esmalte porcelanizado,
  • Fertilizantes,
  • Fungicidas,
  • Rações,
  • Eletrodos para solda,
  • Magnetos,
  • Catalisadores,
  • Vidros,
  • Tintas,
  • Cerâmicas,
  • Materiais elétricos e produtos farmacêuticos (cloreto, óxido e sulfato de manganês).
  • As exposições mais significativas ocorrem através dos fumos e poeiras de manganês.
  • O trato respiratório é a principal via de introdução e absorção desse metal nas exposições ocupacionais.
  • 50% do Mn corporal está nos ossos.
  • No sangue, esse metal encontra-se nos eritrócitos, 20-25 vezes maior que no plasma, portanto não adianta dosar fora da hemácia, os melhores métodos para se avaliar a real concentração de manganês no organismo são: dosagem eritrocitária e mineralograma capilar.
  • Quando aumentado no mineralograma não significa necessariamente concentrações tóxicas no organismo, pois, geralmente pode aumentar em decorrência da deficiência de zinco ou perante a destruição excessiva (devido o estresse oxidativo) de uma enzima chamada SOD mitocondrial.
  • O solo do cerrado é muito rico em Manganês e portanto alguns ortomoleculares preferem evitar a sua prescrição nas fórmulas, por acreditarem que a dieta já consegue suprir as necessidades basais.
Efeitos no organismo humano:
  • Fisiologicamente falando, o Mn atua  principalmente como co-fator para uma série de reações enzimáticas, entra na composição de uma enzima chamada Superóxido dismutase (mitocondrial) que atua na proteção das membranas celulares, em especial a membrana das mitocôndrias.
  • Facilita a formação de Dopamina, Gaba e Acetilcolina.
  • Apresenta uma baixa toxicidade quando ingerido pela dieta ou na suplementação.
  • Doses excessivas podem causar anemia ferropriva e deficiência de cobre, além de interferirem na utilização da Tiamina (vitamina B1) e aumentarem a necessidade de vitamina C.
  • A inalação é uma das vias de intoxicação. No Chile, conhece-se um quadro denominado de “Loucura Mangânica”, caracterizado por: sinais e sintomas psiquiátricos: mania, agressividade, insônia, alucinações, quadro neurológico muito parecido com o do Parkinson.
  • Os sintomas dos danos provocados pelo manganês no Sistema nervoso central (SNC) podem ser divididos em três estágios: 1º) subclínico (astenia (fraqueza), distúrbios do sono, dores musculares, excitabilidade mental e movimentos desajeitados); 2º) início da fase clínica(transtorno da marcha, dificuldade na fala, reflexos exagerados e tremor); 3º) clínico (psicose maníaco-depressiva e a clássica síndrome que lembra o Parkinsonismo).
  • Além dos efeitos neurotóxicos, há maior incidência de bronquite aguda, asma brônquica e pneumonia
Quando suspeitar:
  • Alterações comportamentais;
  • Alterações neurológicas;
  • Tremores;
  • Irritabilidade;
  • No déficit de atenção

Bibliografia:

  1. OLSZEWER, Efraim. Clínica ortomolecular. 2ª ed. São Paulo, Roca: 2008.
  2. FAVIERE, Maria Inês. Nutrição na Visão da Prática Ortomolecular. Rio de Janeiro, Ícone: 2009.
  3. CARVALHO, Paulo Roberto. Medicina Ortomolecular: Um guia completo dos nutrientes e suas propriedades terapêuticas. 4ªEd. Rio de Janeiro, Nova Era: 2006.
  4. PASCALICCHIO, Aurea. Contaminação por metais pesados: Saúde pública e medicina ortomolecular. São Paulo. Annablume. 2002
  5. http://www.ecolnews.com.br/toxicos_POPs_e_metais_pesados.htm
Dr. Frederico Lobo – Sou médico, clínico geral e dentro do meu arsenal terapêutico utilizo da medicina tradicional chinesa (acupuntura) e de estratégias ortomoleculares (lembrando que ortomolecular não é especialidade médica ou área de atuação). Busco ter uma abordagem holística/integrativa dos meus pacientes, utilizando tal arsenal. Acredito que todos nós temos o dever de lutar pela restauração do equilíbrio entre o homem e a natureza e para isso, faz-se necessário que a Saúde seja interpretada por uma ótica ecológica (por isso ecologia médica). Não acredito que possa existir saúde sem a integração multidisciplinar entre todos os profissionais da área da saúde, sem educação em saúde (educação é a base de tudo) e muito menos sem respeito pelo ecossistema.
Artigo originalmente publicado no Blog Ecologia Médica e enviado pelo autor ao EcoDebate, 01/08/2011
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]
Fonte:http://www.ecodebate.com.br/2011/08/01/metais-toxicos-e-suas-consequencias-para-a-saude-humana-artigo-de-frederico-lobo/




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